Quem era sem pecado? Maria ou Jesus?

A mãe impura e a criança pura
Nesse contexto, prestemos atenção ao seguinte:
Segundo a Lei, após o nascimento a criança não era considerada impura, somente a mãe o era. Por isso, apenas a mãe tinha de ser purificada pelo banho ritual e pelos sacrifícios no Templo.


"E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor (Segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor); E para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos." Lucas 2:22-24


Esses detalhes nas prescrições dos rituais de purificação nos trazem lições espirituais bem mais profundas:
Maria era pecadora como todas as outras pessoas (Romanos 3.23).
Ela também precisava de um Salvador, o que testificou maravilhosamente no seu cântico em Lucas 1 (v. 47).
Somente a criança, Jesus, era imaculada e perfeita em todos os aspectos (2 Coríntios 5.21; 1 João 3.5).

O menino não recebeu bênção

Que singular cerimônia de Pidjon Ha-Ben! Normalmente o sacerdote designado para proferir a bênção abençoava a criança. Simeão, propositalmente, não o fez. Em lugar da criança ele abençoou os pais (Lucas 2.34). Ele estava observando o princípio espiritual expresso em Hebreus 7.7: “Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior”.

O velho Simeão não tinha o direito de abençoar o Messias. Diante de Deus, ele era inferior ao menino de 41 dias de idade, pois este era o eterno Filho de Deus que se tornara homem. Maria e José, sim, podiam ser abençoados por ele. Maria, como mãe de Jesus, e José como pai de criação do Messias, eram pessoas normais como todos nós. Eles simplesmente haviam sido escolhidos pelos desígnios soberanos de Deus para realizar tarefas específicas.


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