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Alma e espírito: qual a diferença?


Nas Escrituras, alma e espírito podem ter mais de um significado

Alma e espírito são palavras que podem ter mais de um significado. E, algumas vezes, são usadas praticamente com o mesmo sentido. É o que normalmente acontece com as palavras polissêmicas (quando uma palavra tem muitas significações). Um exemplo comum em português de termos desse tipo é manga, cujo significado deve ser determinado pelo contexto em que é usado. Assim, manga pode referir-se a uma fruta, a um pedaço de tecido e/ou a uma peça de automóvel. Seu verdadeiro sentido, no entanto, dependerá do contexto em que estiver sendo usado, como já falamos.

A palavra alma relaciona-se com as necessidades básicas da vida e até mesmo com a própria vida. Então, poderá ser traduzida por “vida”, “alma”, “criatura”, “pessoa”, “apetite”(ou “desejo”), “mente” e o “próprio ser”. Tudo dependerá do contexto em que estiver sendo empregada.

O Senhor afirmou em sua palavra que a alma pode morrer (Ez 18.4,20), pois, nesse contexto, o termo “morte” significa separação, e não extinção. O apóstolo Paulo diz que Deus nos vivificou quando ainda estávamos mortos em nossos delitos e pecados (Ef 2.1). Mas o homem não pode matar a alma. Somente Deus pode fazer perecer no inferno tanto a alma quanto o corpo (Mt 10.28). Geralmente, os sectários (testemunhas-de-jeová e adventistas do sétimo dia) apreciam somente as opções de tradução que se referem à alma como atributos do corpo, o que é um equívoco.

Enquanto a palavra alma ocorre muitas vezes nas Escrituras (cerca de 380) referindo-se às pessoas e abrangendo o relacionamento do eu com o mundo exterior, a palavra espírito ocorre cerca de 550 vezes em referência a pessoas e, algumas vezes, abrange o relacionamento do eu consigo mesmo e com Deus, de forma mais estreita.

Temos, ainda, as posições dicotômicas (doutrina que afirma que o homem é composto de corpo e alma/espírito) e tricotômicas (doutrina que afirma que o homem é composto de corpo, alma e espírito). Tais diferenças ainda causarão muitas discussões, contudo, todos estamos conscientes da responsabilidade que as pessoas terão diante de Deus no dia do juízo. Assim como estamos conscientes de que as pessoas salvas em Cristo Jesus têm a vida eterna e, durante a morte física, estarão com o Senhor aguardando a ressurreição do corpo.

“Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne” (Fp 1.22-24).


Fonte: Revista Defesa da Fé

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