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ATUAL MINISTÉRIO DE CRISTO NO CÉU


Leitura: Rm 8.31-39

Introdução

A Bíblia fala amplamente sobre o ministério que o Senhor Jesus cumpriu quando encarnou aqui na terra: Ele fez milagres, pregou as boas novas de salvação, ensinou aos discípulos e, cumprindo o plano de Deus, morreu numa cruz para salvar a todo o que crê. Ao terceiro dia Ele ressuscitou e depois de 40 dias em que apareceu repetidas vezes aos Seus discípulos, foi elevado aos céus.
As Escrituras também falam sobre a Sua volta para buscar a igreja e posterior retorno para reinar com ela, no milênio. Mas quanto ao seu atual ministério no céu, o que Ele está fazendo?

a) Cristo está reinando (Ef 1.20,21; 1 Pe 3.22) e esperando (Hb 10.12,13)

Cristo está assentado no trono, à direita de Deus, esperando o tempo certo para concluir sua obra. A idéia representada pelo verbo grego endéchomai é de alguém esperando algo ou alguém (o mesmo termo é empregado em Tg 5.7). Cristo aguarda até que seus inimigos sejam totalmente vencidos. Esta mensagem foi amplamente anunciada tanto no AT como no NT (Hb 1.13; Sl 110.1; Dn 2.44; Mt 22.44; Mc 12.36; Lc 20.43; At 2.35; 1Co 15.25) e tem um tempo certo para acontecer. Tudo o que vai acontecer já está revelado (Dn 2.44,45; Ap 12.10; 2Ts 1.7-10) e agora o Senhor somente aguarda o tempo oportuno de cumprir este plano.
Este será o tempo da restauração de todas as coisas (At 3.20,21). Cristo aniquilará “todo império e toda potestade e força”, ou seja, todo o exército do mal (1 Co 15.24). Quando o último inimigo estiver vencido (a morte – cujo poder vem do pecado - v56), então o Senhor terá cumprido completamente o plano de redenção (v26), revertendo os efeitos do mal no mundo de Deus, e entregará o reino ao Pai.
Isto significa que o Reino de Deus passará a ter outro aspecto. Cristo nunca pode deixar de reinar. O reino de Cristo deixará de ter a forma atual, ou seja, espiritual, a qual não vemos, mas que é uma realidade (Lc 17. 20,21) e terá início uma forma visível que não durará apenas mil anos, mas por toda a eternidade (Dn 2.44; 7.13,14; Lc 1.33).
Até que isto ocorra, Ele está reinando, assentado no trono com o Pai (Ap 3.21; 22.1). Todas as coisas serão sujeitas a Cristo (1 Co 15.27; 1 Pe 3.22). Então o ofício de Rei se cumprirá completamente em Cristo. Ele é o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores (1 Tm 6.15; Ap 17.14; 19.16) e reinará sobre tudo (Ap 11.15).

b) Cristo está preparando um lugar para a igreja (Jo 14.2,3).

Um aspecto importante do presente trabalho de Cristo é que Ele está preparando um lugar para a Sua noiva no céu, conforme prometeu. Quando estava na terra ele disse que os discípulos não poderiam segui-lo imediatamente, mas depois estariam com Ele para sempre (Jo 13.33,36; 12.26; 17.24).
Cristo entrou no céu como precursor, ou seja, alguém que vai adiante, que precede, que anuncia a chegada de outro (Hb 6.20). O sacerdote do AT não era um precursor, pois ninguém podia segui-lo na entrada para o Santo dos Santos, mas Cristo preparou o caminho e o lugar para estarmos com Ele no céu (Hb 11.10,16). A preparação do céu para a chegada da igreja deve incluir a purificação do pecado cometido por Satanás (Hb 9.21-25).

c) Cristo atua como Doador dos dons (Ef 4.7-16)

O Senhor atua concedendo dons à Sua igreja para que ela possa exercer o ministério que Ele mesmo nos confiou (1 Co 12.4-11). Como cabeça da igreja, promove o seu crescimento através dos dons espirituais (Ef 1.22; 4.15,16; Cl 2.19). Todo o crescimento da igreja é promovido por Cristo (1Co 3.6,7). Ele mesmo edificou a igreja (Mt 16.18).
O crescimento da igreja não depende das ações humanas, mas do poder de Deus. O Senhor é quem capacita seus obreiros e quem os envia (Gl 1.1; At 13.2-4; Jo 20.21). Ele até manda que oremos a Ele para que Ele mesmo os envie (Mt 9.38; Lc 10.2).

d) Cristo atua como Intercessor pelos homens (Rm 8.34)

O atual ministério de Cristo está ligado ao seu ofício como Sumo-sacerdote. Nosso Senhor continua o ministério que iniciou aqui na terra (Jo 17.1-26; Lc 22.32). É esta obra de intercessão como eterno sumo-sacerdote que garante a nossa salvação (Hb 7.25; 8.1,2). No exercício deste ministério, Cristo ora pelos seus discípulos (Rm 8.34). É maravilhoso saber que Cristo ora por nós, mesmo quando nós não oramos, da mesma maneira como ele orou por Pedro (Lc 22.32).
Entretanto, este ministério não consiste apenas em orar pela igreja (Jo 17.9,20; 16.26), mas em exercer Seu papel como mediador (1 Tm 2.5). Quando oramos em nome de Jesus somos atendidos (Jo 14.13). É maravilho saber que além de Cristo orar por nós, Ele ainda responde as nossas orações. A intercessão do Mestre nos assegura eterna proteção e é necessária por causa das nossas fraquezas e limitações.

e) Cristo atua como nosso Advogado (Hb 9.24; 1 Jo 2.1).

Este atual ministério de Cristo é que assegura o perdão dos pecados que ainda cometemos (1 Jo 1.7,9). Um advogado representa as pessoas num tribunal para defendê-las. Jesus apela para a eficácia do seu próprio sangue em nos purificar. Seu trabalho é tão perfeito que Ele é chamado “O Justo”.
Cristo comparece por nós perante o Pai e nos defende da acusação do adversário (Rm 8.33,34; Ap 12.10; Zc 3.1; Lc 22.31).

f) Cristo atua socorrendo os cristãos (Hb 2.17,18; 4.14-16).

Cada tentação que sofremos nesta vida foi enfrentada pelo Senhor e vencida por Ele. Assim, Ele pode também socorrer seus irmãos na hora da tentação (1 Co 10.13; 2 Pe 2.9; Ap 3.10). Cristo foi tentado por Satanás e venceu esta peleja para nos dar a confiança que nele somos mais que vencedores (Mt 4.1-11; Rm 8.37).

Conclusão

Cristo está ativo e plenamente atuante no céu, atualmente. O Senhor não está apenas recebendo a glória e o louvor dos anjos, mas trabalha em favor dos santos e aguarda o momento de concluir a missão que recebeu do Pai. Podemos confiar que todo o propósito de Deus se cumprirá, pois Cristo trabalha para cumpri-lo e também nos ajuda nas nossas dificuldades para que sejamos em tudo vencedores.

Obras consultadas

CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática. 2ª edição. São Paulo: Hagnos, 2008.
EVANS, William; CODER, S. Maxwell. Exposição das Grandes Doutrinas da Bíblia. São Paulo: EBR, 2002.
KISTEMAKER, Simon. Comentário do Novo Testamento. 1 Coríntios. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.

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