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Josué santifica o povo antes de entrar no Jordão

“Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Js 3.5).
A santificação do povo significava a “separação” de toda e qualquer idéia de que a conquista seria mérito da ação audaciosa de Israel. Deus queria que o povo ao santificar-se entendesse que a conquista seria o fruto da manifestação da glória de Deus. Josué era temente a Deus e tinha a convicção de que todas as coisas que estavam acontecendo tinha o dedo de Deus dirigindo a vida do seu povo ao propósito que havia estabelecido para ser alcançado. Alguns aspectos chamam a atenção nesta operação divina para com o Israel. 
Em primeiro lugar, a santificação precedeu a operação milagrosaO rio caudaloso do Jordão estava transbordando. O tempo era chuvoso e as águas cresceram e invadiram todas as bordas do rio, por isso, aquele rio era, na verdade, uma formidável barreira na travessia de Israel para o outro lado. Não havia qualquer possibilidade física ou natural de atravessar aquele rio. Mas Deus desafiou a Israel a que se santificasse, no sentido de reconhecer a sua soberania sobre todas as coisas e desse a Ele a oportunidade de mostrar o grande milagre de fazer as águas formarem duas muralhas líquidas e ficasse aberto no meio um caminho seco para que todo o Israel passasse para o outro lado. O sinal da presença divina era a “Arca do Concerto”. 
Em segundo lugar, a santificação é requisito divino para alcançar as grandes vitórias espirituais. A santidade é um estado eterno de Deus (1 Sm 2.2; Is 6.3; Ap 3.7; 4.8). Ele não depende de “santificar-se”, porque Ele é santo sem correr o risco de perder essa posição. Entretanto, por seu Espírito, Deus nos santifica para que tenhamos comunhão com Ele. Deus é santo, e por esta razão tudo que é associado a Ele também é santo ou santificado. A ordem para que Israel se santificasse (Js 3.5) implicava em fazer que o povo entendesse que o milagre seria precedido pela consciência de que Israel era do Senhor, por isso, era santo e separado exclusivamente para a glória do seu nome na terra (Lv 19.2; 20.7,26; 1 Pe 1.16). Israel era o povo santo de Deus e teria que reconhecer que todos os atos da soberania divina em seu favor resultavam da santidade inerente dEle e da santificação do seu povo. Deus estava ensinando a Israel através do seu líder que o povo deveria aprender a fazer diferença entre o que era santo e o que era profano (Ez 42.20). A santificação do povo implicava em abster-se de toda obra carnal e santificasse aquele dia para participar da operação de Deus no Jordão.

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