OS EVANGELHOS SINÓTICOS - O QUE SÃO?

Os Evangelhos apresentam as narrativas dos fatos e das palavras de Jesus Cristo, e incluem também os milagres, as parábolas, os discursos e os principais acontecimentos de sua vida. O objetivo dos Evangelhos Sinóticos é oferecer uma retrospectiva do ministério de Cristo Jesus e destacar as implicações teológicas de seus ensinamentos; e além disso, tornam clara a impressão que o ministério de Jesus Cristo produziu nos primeiros crentes.

Os Evangelhos Sinóticos tem também por objetivo não apresentar uma bibliografia da vida de Jesus Cristo e nem procurar descrever sua personalidade; a finalidade então é compartilhar uma cristologia, ou seja, uma apresentação da vida e do ministério de Jesus a partir de uma perspectiva teológica particular e definida. Sendo assim, podemos entender que, cada evangelista escreveu com um objetivo específico para responder às necessidades concretas de diferentes grupos de crentes.

Podemos perceber que, o propósito de cada evangelho era determinado pelas peculiaridades e dificuldades de cada grupo a que se dirigia cada um deles. Os primeiros evangelhos podem ser dispostos em colunas paralelas para facilitar o estudo comparativo do material que cada livro contém; este tipo de apresentação é conhecida como “sinopse”, pois permite analisar o conteúdo dos Evangelhos como um conjunto, como um todo, por esta razão, os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas são conhecidos como “sinóticos”, pois incluem relatos parecidos que podem ser estudados de forma paralela.

O Evangelho de João, por sua vez, foi incluído nesta sinopse para enfatizar a importância de uma leitura paralela dos quatro evangelhos, a fim de obter-se uma compreensão mais ampla da vida e do ministério de Jesus Cristo. O estudo Sinótico dos evangelhos evidencia que este incluem relatos comuns; as passagens comuns a três evangelhos são conhecidas como “tradição tríplice”, as passagens comuns a dois evangelhos como “tradição dupla”, e os relatos contidos em apenas um evangelho como “tradição simples”, e os relatos repetidos em um mesmo evangelho como “tradições duplicadas”.

Os Evangelhos são compostos por unidades independentes (narrações e discursos), os quais normalmente se sucedem sem uma conexão aparente de tempo e lugar. Há seções que incluem temas semelhantes e, além disso, contém frases independentes e características de Jesus Cristo, particularmente as parábolas; podemos também perceber que, muitas passagens demonstram uma coincidência surpreendente no tocante à linguagem utilizada; já outras põem em relevo diferenças de estilo, teologia e propósitos.

Mateus, Marcos e Lucas estruturaram o ministério de Jesus de acordo com uma seqüência geográfica geral: ministério da Galiléia, retirada para o Norte (tendo como clímax e ponto de transição a confissão de Pedro), ministério na Judéia e Peréia quando Jesus se dirigia para Jerusalém (algo não tão claro em Lucas) e o ministério final em Jerusalém. Esta seqüência está praticamente ausente em João, evangelho em que se concentra no ministério de Jesus em Jerusalém durante as visitas que periodicamente fazia à cidade.

Quanto ao seu conteúdo, os três primeiros evangelistas narram muitos dos mesmos acontecimentos, concentrando-se nas curas, libertações e ensinos por meio de parábolas realizados por Jesus. João embora narre algumas curas significativas, não trás qualquer relato de libertação nem parábolas (pelo menos das do tipo que é encontrada em Mateus, Marcos e Lucas); além disso, muitos dos acontecimentos que consideramos característicos dos três primeiros evangelhos estão ausentes em João: o envio dos doze, a transfiguração, o sermão profético, a narrativa da última ceia.

Isso contrasta claramente com o clima mais contemplativo de João, que narra bem menos acontecimentos do que os evangelistas sinóticos e prefere apresentar Jesus fazendo longas dissertações em vez de parábolas curtas ou declarações breves e expressivas. Ao longo dos últimos duzentos anos, os eruditos tem esmiuçado os evangelhos sinóticos a partir de vários ângulos e têm chegado a diferentes conclusões; este é um resultado inevitável da importância fundamental que esses livros têm para a fé e vidas cristãs.

Nestes livros, podemos encontrar a história da vida daquele que é o instrumento escolhido por Deus, para fazer-se conhecer aos seres humanos; o significado da história e o destino de cada indivíduo dependem dos acontecimentos descritos nestes livros. A morte e a ressurreição do Messias.

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