Conseqüência do Pecado

            O relacionamento entre Deus e os homens de franca comunhão, amor, confiança e segurança, foi trocado por isolamento, auto defesa, culpa e banimento. O pecado trouxe a queda e este fez com que Adão e Eva entrassem em degeneração. A intimidade e a inocência cederam lugar à acusação (jogavam a culpa um sobre o outro) (Gn 3.12,13). Seu desejo rebelde pela independência trouxe conseqüência para a sua vida.

            Deus havia provido tudo para o bem do homem e havia lhe proibido uma única coisa. Ao ceder à voz de Satanás, o homem escolhe agradar-se a si mesmo, desobedecendo deliberadamente a Deus.  Era um ato de egoísmo e rebelião inescusável. Em verdade era atribuir a si o lugar de Deus.
            Seus olhos realmente foram abertos e eles conheceram o bem e o mal (mediante um atalho), mas era pesado esse conhecimento sem o equilíbrio de outros atributos divinos, como o amor, a sabedoria e o conhecimento.
            A falta de equilíbrio na queda trouxe várias conseqüências. Adão e Eva conheceram pessoalmente o mal. “Seus olhos foram abertos”, as mentiras de Satanás estavam entrelaçadas com um fio de verdade. Adão e Eva chegaram a assemelhar-se a Deus, distinguindo o bem e o mal, porém seu conhecimento se diferencia do conhecimento de Deus, em que o conhecimento deles foi o da experiência pecaminosa e contaminada; Deus, ao contrário, conhece o mal como um médico conhece um câncer. Porém, o homem caído conhece o mal como o paciente conhece sua enfermidade. A consciência deles despertou para um sentimento de culpa e vergonha.
            A natureza humana corrompeu-se. O homem adquiriu a tendência para pecar. Já não era inocente como uma criança, mas sua mente se havia sujado e ele sentia vergonha de seu corpo. Outra prova foi que lançou a culpa sobre os outros; pois Adão chegou a insinuar que Deus era o culpado: “A mulher que me deste... me deu da árvore...” este é o pecado original ou a natureza de caída do homem. Deus castigou o pecado com dor, sujeição e sofrimento. Um Deus santo não pode passar por alto a rejeição de suas criaturas. A mulher sofrerá dores de parto e estaria sujeito a seu marido (Gn 3.16).
            Interrompeu-se a comunhão com Deus, e então fugiram da sua presença. O pecado sempre despoja a alma da pureza e do gozo da comunhão com Deus. Essa é a morte espiritual e cumpre num sentido mais profundo, a advertência de que o homem morreria no dia em que comesse do fruto proibido (Gn 2.17).
            “No dia em que dela comeres certamente morrerás”.
            O homem foi criado capaz de viver eternamente; isto é, não morreria se obedecesse a lei de Deus. Para que pudesse “lançar mão” da imortalidade e da vida eterna, foi colocado de um pacto de obras, figurado pelas duas árvores – a árvore da ciência do bem e do mal e a árvore da vida. Desse modo a vida estava condicionada à obediência, enquanto Adão observasse a lei da vida teria direito à árvore da vida. Mas desobedeceu. Quebrou o Pacto de vida, e ficou separado de Deus, a fonte da vida. Desde esse momento, teve a morte o seu inicio. Mas notemos que o castigo incluía mais que uma morte física; a dissolução física era uma prova do desagrado de Deus, do fato que o homem estava sem contato com a fonte da vida. Ainda que Adão se tivesse se reconciliado mais tarde com seu Criador, a morte física continuaria de acordo com o decreto divino: “no dia em que comeres certamente morrerá”.
            A morte física veio ao mundo como castigo, e, nas escrituras, sempre que o homem é ameaçado com a morte como castigo pelo pecado, significa primeiramente a perda do favor de Deus. Assim o homem pecador já está morto em ofensas e pecados e no momento da morte física ele entra no mundo invisível na mesma condição em nós no grande julgamento o Juiz pronunciará a sentença da segunda morte, que envolve indignação e ira, tribulação e angústia (Rm 2.2-12). De maneira que a morte, como castigo não é a extinção da personalidade, e, sim, o meio de separação de Deus. Há três fases desta morte: morte espiritual, enquanto o homem vive (Ef 2.1; 1Tm 5.6); a morte física (Hb 9.27); e a segunda morte ou morte eterna (Ap 21.3; Jo 5.28,29; 2Ts 1.9; Mt 25.41).

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