Entendendo as profecias bíblicas

O profeta Isaías fala da oração de quando Jerusalém estiver cercada dos exércitos das nações confederadas sob a Besta, e os judeus estiverem sem mais qualquer esperança de salvação, a ponto de serem tragados pelo inimigo, então clamarão angustiados a Deus. É nessa situação crítica de Israel que o Senhor Jesus descerá, em seu socorro, sobre o monte das Oliveiras, em Jerusalém.
Em Daniel 2.34 está escrito: “Uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou”. Vemos assim que a última forma de governo da terra não será o comunismo ateu e anticristão, como este apregoa.
Quanto a Satanás, será expulso dos céus. Os céus têm sido a sede das atividades dele, desde a sua expulsão de lá: "Como caíste do céu, o estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações”(Is 14.12). Ele quis elevar-se a si mesmo quando se rebelou contra Deus (is 14.13,14), e desde então o seu caminho tem sido de descida. Foi expulso do céu para os ares; daí será expulso para a terra, e daí descerá para o Lago de Fogo e Enxofre (Ap 20.2,10).
O Anticristo não será o Diabo, nem Judas Iscariotes, como alguém já se aventurou a dizer. Ele será um homem como os demais, isto é, nascido de mulher. João o viu sair “do mar”, isto é, dentre o povo.
Quando Jesus julgar as nações, ao retornar a esta terra, a sua população estará muito reduzida em conseqüência dos cataclismos sobrenaturais, inevitáveis e incontroláveis que desabarão sobre este mundo ímpio. Destarte, o julgamento das nações descrito em Mateus 25.31-34, 41, 46, será apenas a consumação daquilo que já começou muito antes, sob selos, trombetas e taças de juízos divinos.
O local de juízo, Vale de Josafá, até hoje é desconhecido; nunca existiu. Talvez seja formado pelo fenômeno sobrenatural de Zacarias 14.4, no momento em Jesus descer à Terra. Certamente nessa mesma ocasião será formado o vale de Sitim, também desconhecido, mas mencionado em Joel 3.18.
O Milênio é o maravilhoso reinado de Cristo na Terra por mil anos. Há aqueles que totalmente materializam o Milênio, e os que no todo o espiritualizam. Evitemos esses extremos. Em 1 Coríntios 6.2 está dito que os santos hão de julgar o mundo. Onde e quando será isso? Só pode ser durante o Milênio. Será no futuro: “hão”. Será no “mundo”. A palavra original aí, para “mundo” é “kosmos”, que além de significar o mundo físico, material, também significa os ocupantes dele, isto é, a raça humana (Sl 2.8,9; Is 65.21 Dn 2.35b; Zc 9.10;14.9; Ap 5.10;11.15). O Milênio será uma teocracia, isto é, Cristo reinará diretamente, através de seus representantes. A profecia inicial disto está em Gênesis 49.10. Outras referências são Is 1.26 e Dn 7.27.
A santa cidade de Jerusalém celestial descerá e pairará nas alturas, sobre a Jerusalém terrestre. Essa glória divina será visível a partir do templo (Ez 43.4). Toda carne será manifesta, certamente por efeito miraculoso (Is 35.2b e 40.5). Os salvos virão à Terra sempre que quiserem. Jesus já ressusreto passou quarenta dias entre os seus. Teremos um corpo como o de Cristo ressusrreto, que se locomovia sem limitações. O conhecimento de Deus será universal. Caravanas das nações irão a Jerusalém buscar a lei do Senhor. Isso significa que o pecado será removido da terra. A natureza humana continuará a mesma, mas, devido às bênçãos do reinado e da presença pessoal de Cristo, e estando satanás preso, ninguém terá obstáculos espirituais para seguí-Lo.
Satanás será solto após o Milênio. Mediante essa liberdade provisória de Satanás, Deus demonstra pela última vez quão pecaminosa é a natureza humana, e que o homem por si mesmo jamais se salvará, mesmo sob as melhores condições. O homem falhou antes da queda, sob as condições mais favoráveis possíveis; falhou sob a Graça, e, falha sob as condições gloriosas do Milênio.
Haverá o julgamento final dos mortos ímpios. Os livros do Céu serão abertos. Os mortos serão julgados pelo que está escrito nos livros.
E quanto ao eterno e perfeito estado, Jesus fez menção desta era perfeita em Lc 20.35. Aqui finda o tempo na história humana e começa o “dia eterno”. Se pudéssemos todos apreciar de fato, pela visão do Espírito, o que é o Céu, a eterna bem-aventurança dos salvos, teríamos tanto desejo de ir para lá, e nos desprenderíamos tanto das coisas daqui, que o Diabo não teria um só torcedor; um só amigo seu na terra.
A Bíblia menciona ainda uma sucessão de eras futuras, sobre as quais nada é dito no presente, “para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus”(Ef 2.7). Certamente, á medida que essas eras bíblicas forem passando, conheceremos mais e mais as insondáveis riquezas da sua graça.

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