Em quem confiamos?

Muitos cristãos desconhecem a magnitude da guerra espiritual que nos rodeia. Satanás e as forças das trevas estão travando uma batalha violenta contra Deus, os judeus e a Igreja de Jesus Cristo. Em seu esforço para corromper e destruir a Igreja, Satanás faz de tudo para que cristãos sejam torturados, mutilados e perseguidos, enquanto o mundo olha em outra direção. Porém, antes que a Igreja surgisse, em Atos 2, Satanás concentrou a maior parte dos seus esforços tentando corromper e destruir Israel.

A palavra Satanás é hebraica e significa “adversário”. Desde a sua rebelião, o anjo Lúcifer é o satanás, ou adversário, do Senhor e dos Seus servos.
O rei Davi de Israel aprendeu essa realidade em 1 Crônicas 21.1-30: “Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel” (v. 1). Superficialmente, essa ação pode não parecer tão má. Mas Davi devia confiar em Deus, não em sua força militar. Cedendo à tentação, Davi descaradamente rejeitou o Senhor. Até o general-chefe de Davi, Joabe – que não era conhecido por sua espiritualidade – foi contrário a essa atitude e tentou, sem sucesso, fazer com que Davi desistisse dela (v.3). O resultado foi que o Senhor irou-se e enviou um juízo, porque Davi mostrou falta de fé na proteção divina.

Freqüentemente enfrentamos tentações semelhantes, porque Satanás também é nosso adversário. Ele é hábil em separar-nos de bênçãos, segurança e alegria que estão presentes quando confiamos e somos dependentes exclusivamente do Senhor. Não devemos “contar nossos guerreiros” e concentrar-nos em nós mesmos; devemos confiar em Deus e permanecer sob a Sua proteção. Uma vez que confiamos em nós mesmos, tornamo-nos vulneráveis ao Maligno que nos instiga a desconfiar do Senhor e de tudo o que Ele tem prometido realizar.

Davi arrependeu-se, mas o preço da sua falta de fé foi grande. Como cristãos, precisamos estar conscientes de nosso adversário, e discernir suas intenções e seus métodos. Também devemos nos empenhar para resistir às suas investidas violentas. Devemos permanecer fiéis ao nosso Senhor amoroso, pois Ele sempre será fiel a nós: “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (2 Tm 2.13).

Texto extraído da Chamada.com.br 

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